Sexting

Sexualidade e sexo não são a mesma coisa e precisamos perceber as diferenças para educar nossas crianças e adolescentes sobre seus direitos sexuais sem confundir as coisas.

Sexo é uma das expressões da sexualidade já amadurecida que envolve a escolha de um(a) parceiro(a) e que pode acontecer a partir do desenvolvimento da puberdade quando já conquistada certa maturidade psicológica.

Já a sexualidade está presente em todo o desenvolvimento do indivíduo, mas com características diferentes em cada etapa da vida. A sexualidade na criança, por exemplo, é muito diferente da sexualidade no adulto.

O QUE FAZER?

É importante não negar nem recusar o diálogo sobre a sexualidade na infância, evitando confundir com sexo e achar que este diálogo faria a criança perder a inocência. É preciso romper o tabu para compreendermos mais as características da sexualidade no desenvolvimento infantil e estar presente, como educadores, no diálogo que informe e oriente para que o desenvolvimento seja saudável e ético.

Se as crianças e adolescentes não têm os espaços para falar de sua sexualidade nas escolas ou em casa, com pessoas de confiança, deixamos aberto o espaço para que procurem saber mais com estranhos na Internet ou mesmo experimentar sem as devidas precauções que poderiam evitar sérios riscos.

Sabemos que a infância é marcada por brincadeiras e curiosidades sexuais em cada faixa etária. A curiosidade começa com perguntas, por exemplo, sobre de onde vêm os bebês e em determinada idade passa também pelo enigma da diferença entre meninos e meninas, entre tantas outras. Como educadores, é importante que não encaremos este tema apenas com repressão.

Podemos abrir espaços de conversa para que as crianças e adolescentes expressem suas dúvidas e contem com ajuda para amadurecer. Cuidado para também não se antecipar apresentando questões que a criança ainda não pensou, nem perguntou. O equilíbrio é necessário para falar e conversar sobre o que se sente confortável e a partir daquilo que a criança verbalizou ou se interrogou. Quando reprimimos a dúvida e a curiosidade, reprimimos também o desenvolvimento intelectual da criança.

COMO PREVENIR?

A sensação de anonimato e a mediação tecnológica podem favorecer uma exposição maior do que aquela que é feita na interação presencial. Diante do computador ou do celular as crianças nem sempre percebem a dimensão da publicidade e exposição quando publicam uma foto, um vídeo ou falam com alguém em um bate-papo.

Em muitos casos a descoberta da sexualidade na adolescência conta com a ajuda de amigos nas redes sociais, de respostas obtidas nos buscadores e de conversas íntimas feitas com conhecidos virtuais. Estas práticas podem ser saudáveis desde que haja um histórico de orientações e diálogos prévios na infância que permitam uma descoberta responsável e segura.

COMO DENUNCIAR?

No Estatuto da Criança e Adolescente considera-se crime produzir e armazenar fotografias ou imagens pornográficas e de sexo explícito de menores de 18 anos – “Art. 241. Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente”. Portanto, havendo imagens com este teor, cabe formalizar uma denúncia.

Fonte: www.safernet.com.br

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